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Práticas Sustentáveis – quando o discurso vira prática

Entrevista a Roseli Hack, técnica de meio ambiente.

Por Rejane Prado


Incluir práticas sustentáveis nos nossos canteiros vem sendo tarefa constante da HOCHTIEF do Brasil desde há muito tempo. Não é por uma questão de modismo ou tendências, trata-se de um valor para a empresa, que não nasceu com as imposições do mercado e sim com as crenças e princípios que norteiam o negócio.


Roseli Hack, técnica de meio ambiente que está na empresa há mais de 13 anos, fala com propriedade das suas experiências e ressalta a importância de promover o compartilhamento destas boas práticas. Segundo Roseli, o Plano de Controle de Sedimentação e Erosão contém vários itens sobre como prevenir a contaminação do ar, solo, água e também fala sobre a prevenção de erosão e proteção de taludes.

Quando a questão é definir a melhor proteção para o talude, muitas dúvidas surgem, mas a primeira ideia que se tem é usar a tradicional lona preta. A questão é que resolvemos um problema imediato e causamos outro grande problema, pois esta lona plástica vai virar resíduo que levará aproximadamente 100 anos para ser deteriorada.


O nosso papel como gestores de meio ambiente é buscar soluções para minimizar os impactos da nossa atividade ao meio ambiente, comenta Roseli. As soluções são várias e cabe a nós estudar estas alternativas garantindo a eficácia da proteção e a viabilidade da sua aplicação na obra. Na obra Edifício FL17 optamos por usar a fibra de coco que não gera resíduo, é um material de decomposição rápida e que pode ser destinado juntamente com o solo da rampa quando da sua retirada por não oferecer nenhum risco ao meio ambiente. A fibra de coco é colocada na crista do talude e é desenrolada talude abaixo e grampeada, protegendo o talude das chuvas, evitando a erosão e desmoronamento da rampa, explica Roseli.


Quando o assunto é meio ambiente, vale a pena ressaltar que algumas iniciativas, independente da presença do técnico do meio ambiente, já acontece nas obras. Na unidade Edifício JK18, por exemplo, o reuso de água do lava rodas (lavagem de pneus) contribui significativamente para a redução do consumo de água. Roseli Hack, fala com entusiasmo que neste processo, de 2013, já economizamos aproximadamente 153.000 litros de água potável, ou seja, temos uma previsão de economia mensal média de 105.000 litros de água potável.


Além do lava rodas, temos também a água utilizada nos tirantes. Inicialmente fizemos um abastecimento de 20.000 litros de água potável. A partir daí, toda água gasta na execução de tirantes é direcionada para um poço de decantação (aberto no próprio terreno) e bombeada para um caixa de decantação que é reaproveitada para a mesma atividade.


Roseli enfatiza que todas estas ações só são possíveis porque os colaboradores são proativos quando entende que estão ajudando o meio ambiente, se sentem importantes e mais interessados, cuidam mais do local de trabalho, deixando limpo e organizado. Nós, como profissionais da área de meio ambiente, temos como principal missão conscientizar os colaboradores, procurar novas alternativas para suprir a necessidade da obra atendendo aos aspectos legais e necessidades dos clientes, acrescenta ela.


Acredito que estas práticas sustentáveis tendem a estar cada vez mais presente nas atividades diárias, porém, para isso acontecer é necessário um empenho contínuo dos gestores da empresa no sentido de incentivar suas equipes a colaborarem efetivamente com este tema de forma mais ativa e participativa, finaliza Roseli Hack.